Escândalo: Em tribuna, Presidente da Câmara atua como escudo da prefeitura e ataca população que fiscaliza.

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OURO PRETO DO OESTE, RO – O presidente da Câmara Municipal, Gilvane Fernandes da Silva, causou indignação ao utilizar a tribuna para censurar moradores que ousam questionar a administração municipal. Em vez de exercer seu dever constitucional de fiscalizar o Executivo, a presidência inverte papéis: atua como escudo da prefeitura e tenta intimidar o cidadão que cobra transparência.

Durante a sessão, Gilvane criticou abertamente quem levanta dúvidas sobre convênios, licitações e a gestão do prefeito Alex Testoni, ordenando à população: “Repense, pessoas. Repense no que vocês falam, no que vocês publicam.” Não satisfeito, sugeriu que os descontentes fossem contrários “em casa” e os desafiou: “se candidate, venha ao cargo de vereador, de prefeito, e mostre quem é capaz de fazer alguma coisa.”

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QUEM DEVERIA FISCALIZAR ESTÁ SOB INVESTIGAÇÃO

O discurso de silenciamento e defesa cega da prefeitura esbarra nos atos documentados da própria Casa. Enquanto exige que a população pare de cobrar, a Câmara Municipal tornou-se alvo de investigação formal.

Através do Inquérito Civil Público nº 2025.0007.002.05281 (Portaria nº 000018/2025 da 2ª Promotoria), o Ministério Público de Rondônia apura o descumprimento do Regimento Interno por membros da Câmara durante o processo legislativo do Projeto de Lei n. 736/2025 e outros. A tentativa de desqualificar a fiscalização popular perde completamente a moralidade quando o Legislativo precisa ser investigado pelo MPRO por não cumprir as próprias regras.

O INCÔMODO COM O DINHEIRO PÚBLICO

O ataque aos cidadãos ganha ainda mais contexto quando se observam os gastos da Casa. Dados do Portal da Transparência revelam que o próprio presidente lidera os pagamentos de diárias em 2026, somando R$ 53.200,00 retirados dos cofres públicos. O total de diárias consumidas pela Câmara no exercício já atinge assombrosos R$ 417.099,00.

Consultar o Portal da Transparência

A Constituição Federal, em seu artigo 31, garante ao cidadão o direito inalienável de examinar as contas do município. Criticar, perguntar e auditar não significa atacar, significa exercer a cidadania.

O episódio evidencia uma perigosa distorção democrática. O IDS continuará acompanhando os fatos, confrontando discursos de tribuna com números e documentos oficiais. Quem exerce o poder deve estar preparado para o escrutínio rigoroso — e quem paga a conta não pedirá permissão para perguntar.

IDS — PODER PÚBLICO SE FISCALIZA. DINHEIRO PÚBLICO SE QUESTIONA. O POVO TEM O DIREITO DE SABER.



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