FESTIVAL DE DIÁRIAS NA CÂMARA: PRESIDENTE RECEBE R$ 6,4 MIL E CHEFE DE GABINETE MAIS R$ 4,2 MIL

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Viagem para Campo Grande (MS) soma R$ 10.680,00 em quatro diárias e levanta questionamentos sobre a finalidade e o retorno da despesa para Ouro Preto do Oeste

OURO PRETO DO OESTE, RO – Os gastos com diárias da Câmara Municipal de Ouro Preto do Oeste voltam a chamar a atenção.

Desta vez, o questionamento envolve uma viagem para Campo Grande (MS) realizada pelo presidente da Câmara, Gilvane Fernandes da Silva, e pelo chefe de gabinete, Woygres Araujo Risso.

Segundo os dados consultados no Portal da Transparência, foram registradas quatro diárias para cada um, referentes ao período de 11 a 14 de agosto de 2026.

Os valores:

  • 💰 DIÁRIAS DA VIAGEM
  • R$ 6.400,00 — Presidente da Câmara
  • R$ 4.280,00 — Chefe de Gabinete
  • R$ 10.680,00 — Total
  • 4 dias — Período de 11 a 14/08/2026

Ou seja, em apenas quatro diárias, os dois agentes públicos receberam juntos mais de R$ 10 mil em recursos públicos para a viagem.

MAS QUAL FOI A FINALIDADE DA VIAGEM?

Essa é a principal pergunta que fica para a população.

Nos dados consultados, aparecem os pagamentos das diárias, mas não fica suficientemente detalhado, para o cidadão, qual foi o compromisso oficial realizado em Campo Grande, quais atividades foram cumpridas e qual benefício concreto a viagem trouxe para Ouro Preto do Oeste.

Não se questiona o direito de um agente público viajar quando existe uma finalidade institucional que justifique a despesa.

O que a população tem o direito de saber é:

Qual foi o objetivo da viagem?

Com quem houve reuniões?

Qual compromisso oficial foi realizado?

E qual foi o resultado para o município?

Dinheiro público exige transparência.

ESPECULAÇÕES PRECISAM SER ESCLARECIDAS

Também circulam no município comentários sobre uma possível relação da viagem com a aquisição de máquinas agrícolas para finalidade particular.

O IDS não trata essa informação como fato, pois não possui, até o momento, documentos que comprovem essa afirmação.

Justamente por isso, o caminho mais simples para afastar qualquer dúvida é a transparência.

Se a viagem teve finalidade exclusivamente institucional, basta apresentar à sociedade a agenda oficial, os compromissos realizados, documentos relacionados à viagem e os resultados obtidos.

TRANSPARÊNCIA AFASTA DÚVIDAS

Quando uma despesa pública é devidamente justificada e documentada, a população pode conferir os fatos e tirar suas próprias conclusões.

O problema começa quando existem valores registrados oficialmente, mas faltam informações suficientes para que o cidadão consiga compreender por que o dinheiro foi gasto e qual foi o retorno obtido.

E ENQUANTO ISSO, A POPULAÇÃO COBRA SERVIÇOS PÚBLICOS

Os questionamentos sobre as diárias também acontecem em meio a reclamações de moradores sobre serviços públicos do município.

Na saúde, existem relatos de dificuldades envolvendo materiais e insumos no Hospital Municipal Dra. Laura Maria Braga, além de reclamações relacionadas a unidades de saúde da área urbana e do distrito de Rondominas.

Na educação, também existem reclamações relacionadas às condições estruturais de algumas escolas, especialmente diante da aproximação do período de chuvas.

É nesse cenário que cada despesa pública passa a ser observada com ainda mais atenção pela população.

R$ 10.680,00 EM QUATRO DIÁRIAS

O valor registrado para o presidente da Câmara e seu chefe de gabinete representa R$ 10.680,00 em quatro diárias.

Não significa que uma viagem oficial seja irregular.

Mas significa que a sociedade tem o direito de perguntar:

Para onde foi o dinheiro?

Por quê?

E o que Ouro Preto do Oeste recebeu em troca desse investimento?

Essas são perguntas legítimas de qualquer cidadão.

O IDS DEFENDE O DIREITO DE PERGUNTAR

O Instituto Destemidos Sentinelas continuará acompanhando os gastos públicos e dando espaço para que a população conheça os dados disponíveis nos portais oficiais.

O IDS também considera importante que os agentes públicos citados tenham a oportunidade de apresentar esclarecimentos e documentos sobre as despesas questionadas.

Fiscalizar não é acusar. Perguntar não é atacar. Transparência não é favor.

Quando o dinheiro é público, a população tem o direito de saber como ele foi utilizado.

IDS — DINHEIRO PÚBLICO EXIGE TRANSPARÊNCIA, JUSTIFICATIVA E PRESTAÇÃO DE CONTAS.


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